Nestes últimos dias parecia retro de 2008, chuva intensa e constante, nível do rio e mar subindo, primeiros focos de alagamentos e o medo de vivenciar novamente aquela catástrofe que fez diversas pessoas perderem amigos, parentes e suas casas. Confesso que fiquei com medo e ainda tenho este medo, o prejuízo para mim naquela situação não foi financeira, não foi a perca de um amigo ou parente, mais sim, o prejuízo psicológico, talvez poucos saibam o que ocorreu comigo há dois anos atrás no período da enchente, então é hora de relatar aos meus amigos leitores.
“Após a campanha para vereador em 2008 o desgaste físico e mental era ainda muito forte, quando iniciou o alerta da enchente logo fui ajudar na equipe de apoio aos desabrigados no Clube Atiradores, bem, onde não pude ficar por muito tempo, devido às seqüências de recaídas causada pelo desgaste ainda daquela campanha. Durante uma noite em casa fui tomar um copo d’água, foi quando desmaiei e me lesionei, impossibilitando de andar.”
Talvez a palavra frustrado seja a correta para explicar o meu sentimento por toda aquela situação, pois a vontade de estar na rua ajudando o povo era imensa e a lesão impossibilitou, como não poderia andar a única coisa que me bastava era apenas atender os telefonemas de ajuda em minha casa e auxiliar.
Passado estes dois anos, espero hoje que as coisas melhorem para nossa cidade cada vez mais e que estas chuvas causadoras de perdas se façam omissas e que nossos cidadãos criem a consciência de que uma parcela significativa de culpa para o acontecimento das enchentes é dada por nós mesmos.